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22.7.05
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Sexta-feira, Julho 22, 2005
by WILSON T
Concurso "O Escritor Famoso".
Está na fase de votação o concurso de textos "O Escritor Famoso"
organizado pela MRF do Divas e Contrabaixos. Dê um salto ao Divas e vote. O Escrita
sem querer
acaba participando do concurso. Estas coisas têm a sua graça e são positivas. Sem manias
com um sorriso nos olhos.
Tenho mais dois textos
que só sairão depois do resultado final. Por razões óbvias.
21.7.05
17.7.05
Posted
Domingo, Julho 17, 2005
by WILSON T
(Concurso lançado por Divas & Contrabaixos com patrocínio da Navio de Espelhos)
O escritor famoso VIII
Afastou-se, enfiando as 149 páginas debaixo do braço. «Se calhar», pensou, «viu todo este volume e não tinha tempo». Ponderou. «Foi a camisola amarela. Bem sabia que não devia ter trazido uma camisola amarela. O azul claro, o branco, tinham sido bem melhores. O amarelo pô-lo nervoso, de certeza. E o volume de páginas também», insistia.
Sentou-se, a aprender com o rio, como sempre gostava de fazer. Afagou o CD, cheio com as suas palavras, guardou-o. E foi largando o papel. Uma a uma, as páginas voaram. Levou-as o rio, amolecendo-as e desfazendo-as, os peixes admirados com aquele novo alimento, nada saboroso.
Diz-se que, ainda hoje, as gaivotas se divertem, com as suas palavras.
Do escritor famoso, soube no dia seguinte ter ganho o Nobel. E conseguiu sorrir com isso. Ia imprimir tudo uma outra vez e partir em busca de um outro escritor famoso. Mas, desta vez, ia usar uma camisola branca.
in (In) Certezas
15.7.05
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Sexta-feira, Julho 15, 2005
by WILSON T
(Concurso lançado por Divas & Contrabaixos com patrocínio da Navio de Espelhos)
O escritor famoso VII
Tinha comprado todos os seus livros.
Via-o muitas vezes a almoçar na cantina e imaginou-se a pedir-lhe um autógrafo, uma audácia que nunca conseguiu pôr em prática.
Uma vez viu vários exemplares dum romance dele, muito amado, a monte com muitos outros e em saldo. Doeu-lhe.
Comprou-os todos, foi oferecendo aos amigos e ficou com o último como recordação.
Decidiu-se a escrever-lhe a contar o que tinha feito e a comunicar-lhe a imensa gratidão que sentia por ele ter escrito tantos livros inesquecíveis.
Em resposta recebeu um cartão com meia dúzia de linhas, palavras neutras e quase indecifráveis.
Não soube se devia responder, dada a frieza. Pensou: é um escritor famoso, porque havia de perder tempo com uma pessoa banal?
Continuou a comprar todos os seus livros.
Anos depois vê num uma referência maravilhada e bela a este episódio.
Chorou por dentro.
in Onde Mudar
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Sexta-feira, Julho 15, 2005
by WILSON T
(Concurso lançado por Divas & Contrabaixos com patrocínio da Navio de Espelhos)
O escritor famoso VI
Queria ver-me livre daquilo que estava aqui dentro, algures entre a memória e uma visão do futuro, mas que não saía. Que teimava em não sair. Há meses demais que não se transformava em palavras no papel. E as expectativas deixaram de o ser e já se tinham transformado em desilusões. escrever para o jornal, e ele em particular, tornara-se, entretanto, a minha única ajuda, depois desta íntima e comprovadamente arriscada decisão de viver exclusivamente do que escrevo. Arriscada. Não saiu mais nada desde o último livro. Um sucesso que ofuscou, quase novela ele próprio. Um mal de Montano inultrapassável e tantas vezes repetido na literatura. Um mal do vazio da página em branco que me fez transpirar e tremer com a caneta indecisa entre os dedos, e ele, depois dela ter partido, e com ela outras colaborações em revistas, era o último garante desta esperança do regresso da palavra. Não sei de alguma vez acreditou verdadeiramente que fosse possível recuperar deste mal. Acho que nunca acreditou. Ajudou-me por pena, só por pena. Pena. Do mal que me afligia. De Montano. Até esse se ultrapassou.
- E então?
Tive uma sensação de vertigem, como se as palavras presas se tivessem que soltar imediatamente. A pergunta foi brusca e desamparada demais para poder resistir a uma reacção mais intempestiva, que não era merecida. Tinha decidido manter a frieza. A distância possível para evitar a. e não queria transformar tudo em.
(Não hoje. Não depois de tudo!)
in George Cassiel
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O escritor famoso V
Ela abordou o escritor famoso, segura nos gestos, na postura, na voz.
- Vim aqui com o propósito de lhe pedir o favor de ler este original de que sou autora. A sua opinião é importante. Talvez decisiva.
O escritor famoso estendeu a mão para segurar o original, enquanto lhe perguntou pelo nome.
- Maria Helena.
- Pois até o leio, Maria Helena, se me disser porque escreve. Sorriu.
- Bem¿porque gosto de escrever!- Não é suficiente. Hoje, toda a gente gosta de escrever! Quase aposto que tem um blog¿Tem?
- Não. Não tenho, mas escrevo num.
- É a mesma coisa. Pertence ao grupo banal e eclético daqueles para quem não é suficiente dizer. Pois claro que se acabaram as tertúlias de café. Hoje já ninguém conversa, a oralidade está a perder-se. Toda a gente quer fixar as palavras no papel ou no ecrã. No silêncio de um suporte qualquer. A honra da palavra extingue-se. A palavra dita está rouca. A vulgaridade escreve-se. Deve achar que o que tem para dizer é tão importante que tem de o fixar, gravar em caracteres, se possível impressos. Já ninguém conta. Já ninguém diz. Ambiciona escrever um livro¿
- Lê ou não lê o original?
- Dá-lhe prazer escrever?
- Sim, claro!
- Nada é claro para quem escreve, minha senhora! Provavelmente tem aqui um depósito de coisas claras que vão ofuscar o leitor....
-E o senhor começou ou não a escrever livros?
-Tenho, como sabe, dezenas e dezenas de livros publicados, tiragens fenomenais. Faço sessões de autógrafos. Pedem-me para ler originais. No entanto, não tenho um blog, nem escrevo para nenhum¿- Dê cá o original! Nunca imaginei que¿
- Não! Desculpe¿ Agora vou ler o seu original. Pediu-me que o lesse. Ou acha que numa conversa me dizia tudo o que tem aqui escrito?
in Amor e Ócio (Maria Heli)
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O escritor famoso IV
Figura sombria.
Alto. Magro. Escanzelado.
Bigode farto e tingido pelos fumos.
Longas melenas emolduram um rosto que se diria talhado a rudes golpes de enxó.
Um cigarro sempre aceso, ¿imagem de marca¿, brinca numas mãos algo etéreas.
Caminha sempre exageradamente direito, com um fanático orgulho na erecção da sua coluna vertebral.
Calça de ganga. Camiseta vermelha. Polido sapato.
Olha, sempre, com um olhar distante e repleto de amargura.
O jornal e o maço de papéis. Sempre.
O lê-los, relê-los e anotá-los é tarefa sempre incompleta que repete, incessante e insana, todos os dias, sentado à mesa do café.
Embora raramente, faz publicar no jornal da terra as suas notas. Os seus poemas.
Pobre louco. Diz que é Escritor.
(Anda por aí, passeando nos blogues. Vi-o, primeiro, a descansar num banco de jardim, no Divas & Contrabaixos, recusando manuscritos e pensando que era famoso.)
in O Souselense (Alfredo Caiano Silvestre)
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O escritor famoso III
Bem.
Não se percebe bem porquê
(não eu claro
cujos raciocínios não ultrapassam uma simplicidade provinciana)
mas o indivíduo chegou lá a esse curral onde todos parecemos querer chegar
a fama
o dinheiro. E sei lá o que mais
talvez a puta da mania de querer mostrar qualquer coisa aos outros ou a nós próprios. Pois há tipos que chegam lá e não se percebe sequer porquê. Talvez
bem talvez pertençam a uma esquadrilha um grupo de malfeitores culturais uma merda qualquer. Porque queremos nós estar lá
pertencer a essa escumalha.
-- O vaidoso nem me leu aquela porcaria. Dá para acreditar
(O que me diverte é que era o original.) O único exemplar e o tinhoso pegou nele
sentiu o peso do papel com paternalismo
olhou-me sorrindo e disse
-- Vou lê-lo mais tarde. Um dia. Um dia em que tenha tempo. Sabe
tenho muitas coisas de gente que está a começar. Mas deve continuar. Não perder a fé. Isto não é fácil. É preciso muito trabalho.
não dá. Não dá
muito obrigado.
in Escrita Solta
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O escritor famoso II
Era um escritor famoso. Sentou-se no degrau da porta de casa. Respirou serenamente e devolveu o original ao vento.
- Agora sim escrevi, verdadeiramente, uma obra de arte!
Passou a pertencer ao vento. Foi devolvido à natureza!
in George Cassiel
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O escritor famoso I
Era um escritor famoso. Quando alguém com ambições na escrita se aproximava com a intenção de lhe deixar um manuscrito para que o lesse e avaliasse, ele respondia: não, muito obrigado!
in Divas & Contrabaixos
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Sexta-feira, Julho 15, 2005
by WILSON T
Divas & Contrabaixos.
A MRF do Divas e Contrabaixos transformou uma quase brincadeira no Concurso: "O Escritor Famoso". Procurarei acompanhar colaborar e editar aqui os textos a concurso. Fica aqui uma modesta proposta de logotipo. Caseirinho mas feito à unha.
14.7.05
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Quinta-feira, Julho 14, 2005
by WILSON T
Vem meu anjo
do escuro para a claridade.
Deixa-me dizer-te ao ouvido
-- Viste os cavalos que sobrevoavam a madrugada. Pergunto-te.
e sentir a tua respiração galopante.
Deixas-me uma pena branca como as penas de todos os anjos
claro
e beijo-te agora depois de te ter mordido levemente enquanto arfavas esse verão que já consumia as tuas entranhas numa manhã de mar.
Agora fazes parte do outono
e dormes meu anjo. Sai do escuro
que as pétalas da noite cairam e desabrocharam outras flores.
(Dedicado a Lady Gwen)
13.7.05
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Quarta-feira, Julho 13, 2005
by WILSON T
O escritor famoso
Bem.
Não se percebe bem porquê
(não eu claro
cujos raciocínios não ultrapassam uma simplicidade provinciana)
mas o indivíduo chegou lá a esse curral onde todos parecemos querer chegar
a fama
o dinheiro. E sei lá o que mais
talvez a puta da mania de querer mostrar qualquer coisa aos outros ou a nós próprios. Pois há tipos que chegam lá e não se percebe sequer porquê. Talvez
bem talvez pertençam a uma esquadrilha um grupo de malfeitores culturais uma merda qualquer. Porque queremos nós estar lá
pertencer a essa escumalha.
-- O vaidoso nem me leu aquela porcaria. Dá para acreditar
(O que me diverte é que era o original.) O único exemplar e o tinhoso pegou nele
sentiu o peso do papel com paternalismo
olhou-me sorrindo e disse
-- Vou lê-lo mais tarde. Um dia. Um dia em que tenha tempo. Sabe
tenho muitas coisas de gente que está a começar. Mas deve continuar. Não perder a fé. Isto não é fácil. É preciso muito trabalho.
não dá. Não dá
muito obrigado.
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Quarta-feira, Julho 13, 2005
by WILSON T
O escritor famoso
Era um escritor famoso. Sentou-se no degrau da porta de casa. Respirou serenamente e devolveu o original ao vento.
- Agora sim escrevi, verdadeiramente, uma obra de arte!
Passou a pertencer ao vento. Foi devolvido à natureza!
in George Cassiel
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Quarta-feira, Julho 13, 2005
by WILSON T
O escritor famoso
Era um escritor famoso. Quando alguém com ambições na escrita se aproximava com a intenção de lhe deixar um manuscrito para que o lesse e avaliasse, ele respondia: não, muito obrigado!
in Divas & Contrabaixos
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Quarta-feira, Julho 13, 2005
by WILSON T
in hmbf. Antologia do Esquecimento.
ESCRITAS SOLTAS
A carne espreita a terra enquanto a pele rejuvenesce. É a estação das folhas caídas, das palavras voltadas para o chão. E, nesse eterno desfiar de linhas sanguíneas, o ar queima as feridas. O corpo resiste. Inerte. Por detrás da pele esfolada, encontrarei sempre um corpo em chama. Como se a cinza perpetuasse no seu íntimo o calor da brasa. Como se a brasa trouxesse dentro uma certa forma de vida.
23 de Dezembro de 2003.
Olhei para trás e não gostei do que vi. As marcas dos meus pés na areia eram mais incertas no peso e menos rectas no sentido que as pegadas dos outros que por ali haviam passado antes de mim. Também na areia eu deixei as marcas do espaço percorrido. Mas não gostei nada do que vi. Quis apagá-las, as marcas, os vestígios, os sintomas. As minhas pegadas. Mas a maré vaza, calma, de ondas parcas, não foi grande ajuda. Peguei numa cana de pesca, lancei o fio ao mar e com uma onda mordida no anzol puxei a espuma. Depois foi como se nunca ninguém tivesse ali passado.
9 de Março de 2004.
Inventa-me uma parede onde eu possa encostar o ouvido. Uma parede que nos una mais do que separe. Inventa-me uma parede para lá da distância. Onde de um lado eu possa sentir o calor das mãos encostadas do outro, escutar o coração apertado pelo fumo. Inventa-me uma parede bem mais fina e frágil do que a pele que nos reveste. Inventa-me uma parede tatuada, uma parede com cicatrizes por sarar, uma parede que não seja penetrável senão pelo afecto.
13 de Março de 2004.
Ao almoço, peguei no guardanapo de papel a que limpaste o batôn e estendi os contornos dos teus lábios sob o tampo da mesa. Depois, pousei a cabeça sobre o guardanapo, assim de lado, com o ouvido junto ao contorno dos lábios, e sonhei que me sussurravas ao ouvido um segredo. Quis assim convencer-me de que ainda não tinhas partido e que a sala estava cheia de ti.
25 de Maio de 2004.
Às vezes levanta-se um nevoeiro matinal dentro do meu corpo. Fico à espera que o sol atravesse as nuvens, queime a geada e me aqueça o sangue. É uma espera sem fim. Habituei-me a viver no crepúsculo. Soube que essa era a minha condição quando, ao virar da manhã, ajoelhei-me a rezar para que a lua não partisse. Não vivo triste. O hábito é o pior inimigo da tristeza. Mas desconfio que, qualquer dia, a nostalgia vai atirar-me para o abismo. Quando tal acontecer, se vier a acontecer, passarei a ser sombra. Uma sombra distante. Mas com todas as cores do mundo.
17 de Julho de 2004.
Comentários convertidos em posts. Também disto se fizeram dois anos. Os que agora transcrevo estão nos arquivos do Escrita Solta.
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HMBF nos dois anos do Escrita Solta. Obrigado por essa gentileza. Pela amizade. Coisa de valor em qualquer lugar.
A todos os leitores
escritores
gente amiga e da palavra. Obrigado.
8.7.05
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Sexta-feira, Julho 08, 2005
by WILSON T
Tudo normal. A morte como instrumento do medo e da dominação. A arma dos fracos e cobardes. Incompetentes para gerar amor.
4.7.05
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Segunda-feira, Julho 04, 2005
by WILSON T
De manhã há um nevoeiro intenso na praia. Inversamente proporcional ao número de veraneantes ou habituais. Esses chegam sempre um pouco mais tarde
pois são apenas 7 da manhã. Alguns seriam levados a dizer que ainda é de madrugada
mas não nada disso
é aqui que nasce o dia. É na praia rente ao mar que morre a noite e se levanta o dia
lentamente e sob uma espessa camada de nevoeiro. As aves sabem disso. Desse desígnio.
As manhãs na praia são perfeitas para a descoberta de um novo crime de um novo cadáver. Algo está ainda quente nas dunas
talvez um corpo
(O que terá permitido ou até incentivado a noite passada. Pergunto-me esta coisa mórbida e sinto um arrepio pelo corpo todo
como um grito de que ainda sobra no ar um resquício um apelo
talvez ainda o sangue lutando por manter a temperatura vital de uma vítima.)
As gaivotas parecem indiferentes ao sucedido mas pressentindo que a praia não é a mesma. Vejo-o nos seus passos desconfiados e nos sons que parecem comunicar perigo. Provavelmente já o encontraram. O corpo.
o corpo.
3.7.05
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Domingo, Julho 03, 2005
by WILSON T
A loucura abandonou-me. Tenho agora a certeza. Já não vejo sombras pelas paredes vagueando
como seres perdidos no meu encalce
e os objectos repousam sobre os seus sítios normalmente.
Sinto até vontade de ir dormir ou de aguardar o sono com um livro nas mãos
fazendo de conta que leio
como todos os comuns seres humanos.
(Julgo mesmo ter perdido a vontade de me escortaçar ou de arrancar as unhas à dentada. Mas ainda será cedo para tais conclusões.)
Não
tenho mesmo a certeza. Até já penso em me levantar cedo para ir à praia.
(Julgo mesmo estar a ter raciocínios lógicos.)
Que engraçado
já não me lembrava de ter estas fotografias nas paredes.
De manhã poderei ir caçar gaivotas e dá-las de comer aos peixes.
1.7.05
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Sexta-feira, Julho 01, 2005
by WILSON T
Thelma & Louise. Eugenia in the Meadow. Divas & Contrabaixos. Nocturno com Gatos. Abrigo de Pastora. Minha rica casinha. A Romã de Vidro. Citador. Ene Coisas. Escrita Ibérica. Kafkiano. Lugar da Incerteza. LooseLipsSinkShips.
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Sexta-feira, Julho 01, 2005
by WILSON T
Posso beijar-te docemente IV.
porque o dia eram violetas
a perderem-se no mar
e meus olhos despediam-se,
encontrar-te foi mergulhar
e emergir inteira.
Silvia Chueire
(obrigado Sílvia minha amiga querida.)
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