Escrita Solta

31.1.04


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Obrigado.


28.1.04


Aguardar.

Serenamente.


23.1.04


Perdido entre elas.

Perdido entre letras e desmaios de sono. Toco-vos como se adormecesse devagar. Ao som das teclas de um piano. Depois do corpo louco ter-se evadido da alma.


21.1.04


para a Ana F. em Londres.

Nenhuma vida.

Nenhuma vida é nossa a não ser que a possamos tactear. Nenhuma vida é nossa senão a matéria deste tempo agora. Nenhuma vida é nossa senão o amor. Há uma luz que prova isto mesmo. Uma luz que nos mostra ou não. Luz que tira o escuro das coisas. Até da noite.


depois de Mão. as palavras da Thelma.

saiste e sai também
mas no silenço de mim esperei um gesto teu
minha mão pedia
meu corpo clamava
minha mente navegava
em palavras ditas

parei o tempo

hoje mais que conformada
estou serena
nem preciso dizer
és passado.
thelma

(obrigado)


depois de Mão as palavras da Louise.

sabes,
a recordação de um sorriso de menina.
enroscada no sofá.
a olhar para a mão.
a sobrepor a mão dela.
a morder a mão.
a língua no caminho das linhas.
a levar a mão para afagos.
a segurar o pulso.
a olhar para a mão.
o contraste dos anéis da menina no brincar com a mão.
e a mão a dizer que não, não, a sorrir, a rir.
e a tornar-se outra vez senhora de si.
a agasalhar a mão da menina.
sabes
Louise

(obrigado)


depois de Mão. as palavras do Fernando.

a mão que escreve.
fernando esteves pinto

(obrigado)


depois de Mão. as palavras da Sara.

A mão que no espaço se isola e preenche o negativo! Uma folha de papel branca onde tanto já foi dito!

Um abraço
Sara Xavier

(obrigado)


depois de Mão. as palavras da Celisol.

Sinto que tenho muito a dizer. As fúrias que me invadem as veias queimam-se ao chegar ao coração, sem que o corpo as consiga expulsar pelos poros. Transpiração furiosa.
Fúrias que acabam por sair da mão. Descontrolada, não as solta. Escrita furiosa. Seria, se a mão conseguisse perceber a alma.
celisol

(obrigado)


depois de Mão. as palavras da Susana:

Toque. Carinho. Ajuda. Expressão. Gesto.
Susana

(obrigado)


20.1.04

18.1.04


Intíma partilha

(Posso
Podes
São gotas
Gordas
Que caiem
Nos meus dias de calor
Em que estendo o rosto para elas
não aches risível
gostar de as sentir na língua)

______________________Talvez a minha mão suada



(Posso
Podes
São gotas
gordas
Que caiem
Nos meus dias de frio
Com a boca aberta, língua vermelha, para mitigar a voz)

Talvez não precise de dizer nada_________________________


_______________________Te feche os olhos em movimentos circulares
_______________________porque de sentires sono tens saudades.



Porque me calas com a tua língua fresca ____________________
A repousar.________________________________________________


A mão suada deixa no banco de jardim o livro que a voz grave por gosto lia: "qual é a minha ou a tua língua".

# Escrito por Louise


17.1.04


Olhar.

Olhar em volta. Olhar como quem sente a superfície das coisas. A matéria da luz.


16.1.04


Publicar textos alheios.

Peço desculpa se me excedo quando publico textos de amigos. Vossos. Não publico elogios. Desculpem. Agradeço-os pois sinto-os com alegria. Sei que são verdadeiros sinceros. Envergonham-me mostrando-me o quanto tenho de aprender de melhorar. Mas estimulam-me. Sentir o vosso respirar por perto é bom. Não me canso de vos dizer isso mesmo. Gosto de escrever. Não sei bem porquê. Gosto. Talvez precise. Talvez seja apenas isso ou isso tudo. Gosto que leiam. Gosto que escrevam. Digam se faz favor. Mesmo quando não digo sinto muito a vossa escrita. Aquela que está nos vossos sítios. Meu lugar também. Lugar de refúgio. De encontro. Descanso. Prazer. Não o faço mais porque tenho outras coisas. Trabalho.


de Miss Kafka. obrigado.

Não contenhas. Escreve a alma atormentada. Derrama-a em tinta negra com significados cor pastel.

Miss Kafka


da companheira de viagem Louise. (posso deixar que vejam não posso. um pouco de íntima partilha)

"letras e vazios silêncios... a incompreensível vontade de escrever...a alma quase atormentada. "
partilho.
sintonia.
e é bom sentir. só sentir.

um beijo para ti Wilson,e um abraço para Os que vêm aí.
Louise


Da Soledade. Obrigado muito obrigado. Mesmo.

Para o Wilson:

Janeiro emite um rasto de luz amarga
sem esperanças de Verão

sonho com o clamor de um deserto
povoado por leões silenciosos

Soledade


da Eugênia, depois de Mais Companheiros. obrigado Eugênia.

espero.
e enquanto espero
estendo as mãos sobre o papel,
elas descansam.
enquanto as palavras fogem
eu não escapo de mim mesma.

eugênia


14.1.04


Mais companheiros.

Daqui a dias ou antes estará a Escrita Solta ligada a mais escritas. A mais silêncios. Aumentará a rede neuronal de letras sons e vazios silêncios. A febre aumenta o corpo fervilhando o invisível desejo. A incompreensível vontade de escrever. Alma quase atormentada. Só quase. Faz-se o possível.


13.1.04


de Troblogdita, depois de não digas depois de Mãos:

...sim!, e deixa para depois o sorriso que recordará esse silêncio.
o gomo já separado, a gema, o gomo separado que no vazio que não aconteceu se soube transbordar:
e atrasa-te sempre - que o corpo gosta de aprender a esperar...
troblogdita


12.1.04


da Louise sobre Mãos. Lindo. Obrigado Louise. Beijos.

não digas depois de mãos

eu amo as tuas veias salientes.
o polegar fica entretido com o subir
e depois deixa-se cair.
como se a tua mão fosse um terreno,
com socalcos, montes,
nunca o deserto.
( não digas vazio, diz que são poros, diz que a pele precisa de respirar)

Louise


11.1.04


depois do texto Devagarinho da Louise:

Entro.

entro adormecendo meu ser para ser tu. vais sentir-me como se fosse uma parte do teu corpo perdida há algum tempo no esquecimento. nesse sítio nenhum tão presente. voltarei sem nunca partir nem abrir malas. será suficiente abrir-me para ti. talvez. talvez possas devagarinho ser capaz. talvez possas emprestar-me uma t-shirt tua se tiver frio. talvez possas deixar-me tomar banho e vestir essa t-shirt branca. deixo-te andar núa pela casa com a minha camisa. quero ver-te em mim ao pequeno almoço. antes de sair para ler o jornal aí pelas ruas do Outono. deixo-te só com aquela música para te espreguiçares para além de qualquer limite.


devagarinho

de manhã tive medo que me achasses feia
embora a roupa me prendesse os movimentos, fugi.
Mais tarde tive medo que descobrisses o meu fado
E o meu fado é estar só. Não desfaças a tua mala para viveres ao meu lado.
Entra devagarinho em mim, que eu não sei se sou capaz.

Escrito por Louise


Parabéns Ana. Sorri.


de Miss Kafka, sobre Parede XV.

Lembra-me lamentações, sem sentir sequer que tenho de saber porquê. É assim, e pronto.
Miss Kafka


um bom texto da Louise (obrigado Louise) sobre Parede XV.

sobe a esta parede
eu vou contigo
sentados juntos
não vamos perder o equilíbrio.
se ruir,
mandamos uma gargalhada forte
eu não te largo a mão.

Louise


8.1.04


Mãos.

Uma mão encontra a outra afagando-se suavemente no delírio das ausências. Sentindo-se sentem o espaço entre si. Há momentos de vazio até no toque de duas mãos que há muito se conhecem. Talvez por isso. Talvez. Porque há entre elas tudo aquilo que lhes foge. Há muito que querem o tacto do mundo. Das coisas. Dos seres. Mas onde raio para essa sabedoria toda. Não sabem.


7.1.04


Á chegada.

já em terra posso dizer que vos vi a todos lá de cima em nuances lindas de azul. branco. uns amarelos e vermelhos ao fim das tardes. dourados. o sol partindo para o vosso lado. a noite chegando não sei bem a que horas. e tudo isto aguardando de novo o cheiro da terra. lá em cima não há cheiro. aguardando na pressa de vos vir aqui dizer que são importantes. bom ano 2004. muitas palavras. ou poucas palavras. silêncios. sangue pulsando com vontade.


4.1.04


Azul

O azul outra vez. O azul visto lá de cima. O branco tantas vezes apenas o branco. Acenarei a todos num abraço.


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